4. Estrutura
Adotada para as Redes Locais na UFGnet.
No projeto de um ambiente de
rede local, a associação dos diversos dispositivos
eletrônicos e a elaboração do projeto físico compreendem
a consideração de diversos aspectos importantes de
distâncias, escolha do meio, definição de infra-estrutura
de dutos, desempenho do sistema, localização das estações
etc., que possuem influência direta no custo final
da rede a ser implantada. Dessa forma, todas as definições
e recomendações deste documento devem ser criteriosamente
avaliadas, e implantadas por profissionais com conhecimentos
específicos. A UFGNet está capacitada a dar
orientações sobre como projetar, implantar
e avaliar uma instalação de rede. Ao CEGEF cabe projetar
e executar toda a parte de cabeamento estruturado
bem como os backbones de fibra óptica.
4.1 Tecnologias recomendadas
Dentre as tecnologias de LAN
existentes, este documento recomenda para uso interno
às edificações da UFG, cobrindo uma larga faixa de
aplicações, a utilização do padrão 802.3 do IEEE (Institute
of Electrical and Electronic Engineers), também
conhecido como padrão Ethernet e as suas variações
de alta velocidade (fast e giga ethernet),
todas baseadas no método CSMA/CD (Carrier Sense
Multiple Access with Collision Detection).
Para aplicações multimídia emergentes
que empregam reserva de banda e implementam CoS e
QoS, respectivamente classe e qualidade de serviço,
recomenda-se a utilização de ATM (Asynchronous
Transfer Mode), compatível com o padrão ATM-Forum
UNI-3.1/40, utilizando-se como interface física o
modelo OC-3 (155 Mbps) nas seguintes opções: preferencialmente
cabo UTP categoria 5 ou alternativamente, fibra óptica
multimodo
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4.2 Equipamentos
O mais simples dos equipamentos
capazes de operacionalizar uma rede física, em concordância
com as especificações anteriores, é conhecido como
HUB que em conjunto com as placas de rede das estações,
torna possível o intercâmbio de dados.
Os HUBs na UFGnet devem ter
características mínimas de desempenho, capacidade
de empilhamento, gerenciamento por SNMP e de segurança,
tais como proteção contra intrusão e contra interceptação.
Proteção contra intrusão significa
que em cada porta do HUB só será permitida a ligação
de estações com o endereço físico Ethernet (MAC
address) configurado na porta do equipamento;
proteção contra interceptação significa que um dado
transmitido só será reconhecido e válido na porta
configurada com o endereço físico Ethernet de destino
(enviado junto com o cabeçalho da mensagem ); nas
demais portas a mensagem não é reconhecida evitando-se
assim, a monitoração do tráfego.
Outros equipamentos podem ser
utilizados em conjunto com, ou em substituição aos
HUBs, quando existir a necessidade de melhor desempenho
na transmissão, gerenciamento ou segurança. São diferenciados
pela capacidade de processamento e pela camada do
protocolo em que operam, sendo classificados como
Bridge, Switch, Router, Firewal, Probes, etc.
. No anexo deste documento encontram-se as especificações
técnicas detalhadas de diversos dispositivos utilizados
na implantação de LANs. Essas especificações incorporam
os requisitos mínimos necessários; a configuração
final de um equipamento contendo números e tipos de
interfaces, memória, etc.. só será definida no projeto
executivo.
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4.3 Infra-estrutura e cabeamento
4.3.1 Requisitos de segurança
da instalação:
Quando lidamos com projetos
de cabeamento devemos considerar os efeitos de agentes
propagantes de chama e de fumaça. Muitas instalações
possuem espaços para o transporte de ar em sistemas
de condicionamento ambiental pelo forro ou piso, conhecidos
pelo termo em inglês, plenum. Assim, essas
áreas possuem comunicação com diversos ambientes e
são fontes propagantes de fumaça na ocorrência de
um acidente. Para evitar catástrofes, existem técnicas
e materiais adequados para serem aplicados nas instalações
de cabeamento que iremos descrever:
- Cabos com capas externas do
tipo Plenum; são capas em Teflon, ao invés
do tradicional PVC, que apresentam diversas classificações
NEC (National Electric Code) de acordo com
a aplicação. Dessas, a especificação Riser indica
que o cabo possui baixa propagação de chama na vertical
sendo especialmente indicado para cabeamento tronco;
para o cabeamento horizontal podem ser utilizadas
as especificações CM ou CMX. Essas especificações
são gravadas ao longo do cabo e especialmente nos
cabos de origem americana e européia.
- Para os cabos ópticos existe
uma classificação semelhante, onde se destaca a especificação
OFNR - riser dielétrico e o OFNP - plenumdielétrico.
- Utilização de cabos ópticos
tigth buffer ao invés de loose, que
possui um tubo preenchido com gelatina à base de petróleo,
sendo altamente inflamável. Pelo código NEC os cabos
loose , utilizados principalmente em backbones,
devem penetrar em uma edificação no máximo 15
metros sem o uso de tubulações.
- Utilização de firestopping,
isto é, produtos que retêm o fogo e são facilmente
removidos quando necessário. As áreas indicados para
aplicação desses produtos são aberturas feitas para
instalação de infra-estrutura em paredes ou piso (prumadas
verticais, shafts, passagens feitas através
dos ambientes pelas eletrocalhas, etc...). Existem
em duas categorias: os mecânicos e não mecânicos.
No primeiro caso, os produtos consistem de materiais
anti-infiamáveis pré-manufaturados que se ajustam
perfeitamente aos cabos, calhas ou eletrodutos existentes.
No segundo caso, eles apresentam diversos formatos
e texturas e adaptam-se a aberturas irregulares. Na
segunda opção podemos destacar os seguintes produtos:
Fire Rated Mortar, Silicone Foam e Firestop
Pillows.
Figura 6 - Silicone Foam
Firestop Pillows
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4.3.2 Infra-estrutura:
A infra-estrutura, neste documento,
representa o conjunto de componentes necessários ao
encaminhamento e passagem dos cabos, para aplicações
multimídia, em todo os pontos da edificação, assim
como os produtos necessários à instalação dos componentes
ativos do sistema que compõem uma rede local. Fazem
parte dessa classificação os seguintes materiais:
eletrocalhas, eletrodutos, caixas de passagem, gabinetes,
suportes de fixação, buchas, parafusos, etc.
As edificações são dinâmicas,
e durante a vida de um prédio são executadas diversas
reformas, assim devemos almejar que um projeto de
infra-estrutura seja suficientemente capaz de preservar
o investimento e garantir condições técnicas de alterações
e/ou expansões durante cerca de 15 anos.
Como existem diversas opções
de arquitetura e engenharia utilizada na construção
de um prédio, este documento descreverá o sistema
mais utilizado no mercado e os principais requisitos
da norma TIA/EIA 569-A de fevereiro de 1998.
Adotaremos como recomendação
para o modelo básico de infra-estrutura o sistema
composto por eletrocalhas e eletrodutos. Esse sistema
de encaminhamento de cabos permite uma excelente flexibilidade
e capacidade de expansão com custo reduzido, Outros
sistemas como o de dutos de piso ou rodapé falso,
ainda que atendam as normas TIA/EIA 569-A, não estão
regulamentados neste documento e devem ser criteriosamente
analisados, antes da execução do projeto, pois apresentam
sérias desvantagens de expansão e podem, ainda, resultar
em interferências e redução no desempenho nas redes
locais instaladas.
A opção de piso elevado, utilizada
geralmente em salas de processamento corporativo (antigos
CPD), é uma excelente opção para locais com alterações
constantes de lay-out e imprevisibilidade.
Deverá atender à especificação do ítem 4.3 da TIA/EIA
569-A e a UFGNet e o CEGEF devem ser consultados para
auxiliar no projeto.
Os eletrodutos e eletrocalhas
a serem utilizados devem obrigatoriamente ser do tipo
metálico rígido, dando preferência para tratamento
com zincagem a quente (pós-zincagem) ou alternativamente,
a frio (galvanização eletrolítica).
Todo o conjunto (eletrocalha,
eletroduto e acessórios) deve ser aterrado em um único
ponto ou seja, no(s) Armário(s) de Telecomunicações
ou Sala de Equipamentos. O aterramento deverá atender
aos requisitos da norma TIA/EIA 607 (Commercial
Building Grounding and Bonding Requirements for Telecommunications).
Caso seja opção da unidade,
após a instalação, executar um acabamento alternativo
com pintura em esmalte sintético ou similar, recomenda-se
utilizar a cor cinza-escuro.
Orientações para projeto de
infra-estrutura:
- Nos cálculos de projetos novos,
considera-se que uma Área de Trabalho, correspondente
a 10 m2, deva ser atendida por três cabos, embora
somente dois cabos sejam necessários de início.
- Eletrodutos devem ser utilizados
em locais com baixa densidade de cabos, ou em prumadas
verticais. Assim, são recomendados para encaminhamento
dentro das salas, a partir de uma derivação específica
da eletrocalha. Não se utiliza bitola menor que 3/4"
( 2,10 mm). Deve-se evitar utilização de eletrodutos
em comprimentos superiores a 45 metros ( com ou sem
caixas de passagem ). Caso isso ocorra deve-se optar
por instalar eletrocalhas.
- As eletrocalhas são desenvolvidas
para encaminhamento de cabos no sentido horizontal,
chegada em Salas de Equipamentos, Armários de Telecomunicações
e em alguns casos, até mesmo para prumadas verticais,
desde que sejam dotados de um sistema satisfatório
e seguro de travamento de suas tampas.
- Sempre que possível, a trajetória
dos cabos deverá seguir a estrutura lógica das edificações.
Isto significa que todos os cabos devem seguir a direção
dos corredores. Quando houver necessidade de que uma
parede seja transposta, é recomendado que os cabos
passem por orifícios protegidos por eletrodutos ou
calhas.
- Os cabos deverão entrar e
sair das principais áreas em ângulos de 90 graus respeitando-se
o raio mínimo de curvatura dos cabos; para cabos UTP
o mínimo raio de curvatura deverá ser de 25 mm.
- Um segmento contínuo de eletrodutos
não poderá ter comprimento superior a 30 metros e
nesse mesmo intervalo não deve possuir mais do que
duas curvas abertas de 90 graus. Caso esses valores
sejam atingidos, deve-se instalar uma caixa de passagem
ou condulete com tampa.
- Os pontos de telecomunicações nas Áreas de Trabalho
devem ser instalados em locais sem obstrução, a uma
altura mínima de 380 mm e máxima de 1.220 mm acima
do piso acabado, sendo recomendada a altura de 1.220
mm. Deve-se coordenar o projeto de forma a manter
as tomadas de energia próximas aos pontos, mas mantendo
um afastamento seguro de aproximadamente um metro.
- Deve-se dar preferência a
caixas de superfície, onde serão instalados os pontos
de telecomunicações, produzidas pelos próprios fabricantes
dos espelhos e tomadas RJ45. Essas caixas costumam
ser ligeiramente maior (5 x 3 ") que os modelos
nacionais (4 x 2 ") e foram desenvolvidas para
evitar raios de curvatura excessivos, bem como manter
uma sobra de cabos na caixa e capacidade para mais
de uma tomada RJ45, sem prejuízo de desempenho.
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4.3.2.1 Interferências eletromagnéticas
Para evitar potenciais interferências
eletromagnéticas oriundas de circuitos elétricos,
motores, transformadores, etc.. é objetivo primário
do projeto prever uma separação mínima entre os cabos
de telecomunicações e os circuitos elétricos.
Para evitar interferências eletromagnéticas,
as tubulações de telecomunicações devem cruzar perpendicularmente
as lâmpadas e cabos elétricos e devem prever afastamento
mínimo de:
- 1,20 metros de grandes motores
elétricos ou transformadores;
- 30 cm de condutores e cabos
utilizados em distribuição elétrica;
- 12 cm de lâmpadas fluorescentes.
Os valores acima referem-se
a circuitos elétricos de potência inferior a 5 KVA.
Todas as tubulações citadas devem ser blindadas. Essa
blindagem poderá ser obtida através de eletrocalhas
fechadas e/ou eletrodutos (conduítes) metálicos; na
montagem não deve haver descontinuidade elétrica entre
o transmissor e o receptor, ou seja, não deve haver
mistura de tubulações condutoras e isolantes na trajetória
até a Área de Trabalho.
Para redução do ruído induzido
oriundo de transformadores, motores, reatores etc..
deve-se adicionalmente executar os seguintes procedimentos:
- aumentar a separação
física entre os cabos (afastamento das tubulações);
- os condutores dos circuitos
elétricos (fase, neutro e terra) devem ser mantidos
o mais próximos entre si (trançados, enrolados em
fita ou braçadeiras);
- utilizar protetores de surto
nos quadros elétricos;
- utilizar, para os cabos elétricos,
tubulações etálicas interligadas a um terra eficiente;
- não manter os cabos
de telecomunicações em tubulações não-metálicas ou
com tampas abertas.
Essas recomendações podem não
ser suficientes para a tubulação estar protegida de
fontes de interferência. Pela ANSI/NFPA 708, artigo
800, recomenda-se o afastamento mínimo de 61 cm de
qualquer cabo de energia.
Assim, neste documento recomendamos,
quando possível, o afastamento padrão de 61 cm de
cabos de energia de qualquer potência, mantendo obrigatório
o afastamento mínimo 30 cm.
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4.3.2.2 Eletrodutos
Para os eletrodutos recomenda-se
o metálico rígido do tipo "pesado". Não
devem ser aceitos tubos flexíveis.
Devem ser utilizadas apenas
curvas de 90 graus do tipo suave. Não são permitidas
curvas fechadas de 90 graus.
A tabela 4 apresenta a quantidade
máxima de cabos UTP que podem ser instalados em eletrodutos.
A menor bitola a ser utilizada deverá ser de 3/4"
ou 2,10 cm. Estas quantidades são válidas para trajetórias
onde existam no máximo duas curvas de 90 graus.
| Diâmetro do eletroduto
em polegadas (mm) |
Qtde de cabos
UTP ou cabo óptico duplex (1)
(2) |
| ¾" (21)
|
3
|
| 1" (27)
|
6
|
| 1 ¼" (35)
|
10
|
| 1 ½" (41)
|
15
|
| 2" (53)
|
20
|
| 2 ½" (63)
|
30
|
| 3" (78)
|
40
|
Tabela 4 - Capacidade de eletrodutos
NOTAS:
- Cálculo baseado no diâmetro
externo máximo de 6,3 mm para um cabo UTP e capacidade
máxima permitida da Tabela 4.4-1 da TIA/EIA 569-A.
Nessa tabela, o segmento de eletroduto tem comprimento
máximo de 30 metros, duas curvas de 90 graus e taxa
de ocupação de 40 %.
- Consideramos neste
documento que os cabos de fibra óptica duplex
apresentam o mesmo diâmetro externo de um cabo UTP.
Para a instalação de um sistema
de eletrodutos deve-se, obrigatoriamente, utilizar
as derivações e seus acessórios tais como curvas,
buchas, arruelas, etc.. Para a fixação dos eletrodutos
junto às paredes deve-se utilizar braçadeiras, sendo
recomendável as do tipo "D" e manter afastamento
máximo de 1 metro entre as mesmas.
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4.3.2.3 Eletrocalhas
Para as eletrocalhas recomenda-se
preferencialmente as do tipo lisa com tampa que evitam
o acúmulo de sujeira. Não se deve instalar eletrocalhas
acima de aquecedores, linhas de vapor ou incineradores.
| Dimensão da eletrocalha
(largura x altura em mm ) |
Qtde de cabos
UTP ou cabo óptica duplex (1)
(2) |
| 50 x 25 |
25
|
| 50 x 50 |
40
|
| 75 x 50 |
60
|
| 100 x 50 |
80
|
Tabela 5 - Capacidade de
eletrocalhas
NOTAS:
- Cálculo baseado no diâmetro
externo máximo de 6,3 mm para um cabo UTP e capacidade
máxima permitida por ensaio com taxa de ocupação
de 50 %.
- Os cabos de fibra óptica
duplex geralmente podem ser considerados
com a mesma dimensão de um cabo UTP.
Para a instalação de um sistema
de eletrocalhas, deve-se, obrigatoriamente, utilizar
as derivações (curvas, flanges, "Ts", desvios,
cruzetas, reduções etc...) nas medidas e funções compatíveis.
Obrigatoriamente essas derivações devem ser do tipo
suave, não contendo ângulos agudos que superem o mínimo
raio de curvatura dos cabos, prejudicando o desempenho
do sistema. A figura 7, ilustra os diversos tipos
de derivações existentes.
| Curva
Horizontal |
Cruzeta
Horizontal |
Te
Horizontal |
Te
Vertical Descida |
 |
| Te Vertical Subida |
Te Vertical Descida |
Redução direita |
Curva Vertical Externa |
Redução Concêntrica |
 |
| Mata-Junta |
Junção Simples |
Suporte |
Suporte Reforçado |
Junção Telescópica
|
Junção de Fundo |
Junção Simples |
|
Figura 7 - Derivações para
eletrocalhas encontradas no mercado
Para a fixação das eletrocalhas
existem várias dispositivos, destacando-se os ganchos
sUFGensos e a mão francesa. A distância entre os suportes
não deve ser superior a 2 metros.
Se a estação de trabalho se
encontra em área onde existe circulação ao redor do
equipamento, recomenda-se a utilização de poste ou
coluna de tomadas, conforme a figura 8. O ponto de
alimentação é obtido das eletrocalhas instaladas no
teto. O travamento mecânico da coluna deve ser executado
no piso e no teto. Essa coluna deve ser construída
em material metálico e deve possuir canaleta própria
para elétrica e telecomunicações.
Figura 8 - Coluna de tomadas
NOTA :
Existem sistemas de encaminhamento
mecânico para cabos (leitos ou calhas) feitos de aramado
leve ou semi-pesado, que proporcionam excelente acabamento
e alta flexibilidade, pois é possível moldar todos
os acessórios a partir do produto básico. Esses sistemas
(figura 9) podem ser utilizados como sistema de encaminhamento
de cabos, mas sua utilização deve ser criteriosamente
analisada pois eles não oferecem uma blindagem completa.
Figura 9 - Sistema de encaminhamento
de cabos em aramado leve
«
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4.3.2.4 Ganchos de Sustentação
Os cabos instalados sobre forro
falso, que cruzam grandes extensões sem derivações,
podem ser instalados através de ganchos espaçados
de no máximo 1,50 metros; nesses ganchos, os cabos
serão apoiados e travados por um processo que evite
o seu esmagamento ou compressão excessiva, conforme
consta no ítem 5.4.1.
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4.3.2.5 Gabinetes ou Racks
Dentro das Salas de Equipamentos
ou nos Armários de Telecomunicação, os componentes
ativos e passivos de uma rede local devem ser montados
em uma estrutura adequada, de forma a propiciar uma
boa capacidade de gerenciamento da rede física, reduzindo
sensivelmente os custos de expansão e alterações.
Nessa direção, os gabinetes
ou racks desempenham função primordial na criação
da estrutura básica de organização do espaço. Eles
são construídos em alumínio ou chapa de aço com pintura
eletrostática. Todos apresentam a largura útil de
19" (padrão EIA 310-D) onde os equipamentos e
acessórios de cabeamento são instalados. A dimensão
vertical útil desses produtos usualmente é dada por
uma unidade de altura (UA) que vale 44,45 mm. Geralmente,
todos os materiais instalados (componentes ativos
e passivos) são baseados na escala de UA, permitindo
um melhor dimensionamento.
Existem basicamente três tipos:
fechados, abertos e brackets conforme podemos
observar na figura 10.
O primeiro tipo, fechado, também
conhecido como gabinete, é utilizado geralmente em
locais de acesso controlado (secretarias, laboratórios,
salas de computação etc..) ou em áreas públicas internas
às edificações e são instalados em corredores, escadas,
halls, etc.. Suas dimensões variam de 12 a 44 UA.
Características principais:
- estrutura em aço composta
por quatro colunas e quadros superior e inferior;
- tampo superior e fechamentos
laterais com ventilação, removíveis;
- pés niveladores, porta frontal
em acrílico transparente com chave;
- segundo plano de fixação,
régua de tomadas elétricas, unidade de ventilação
e trilhos de sustentação;
O segundo tipo, aberto, ou também
conhecido como rack deve ser utilizado exclusivamente
em salas de acesso restrito (p.ex. antigas salas de
PABX), Salas de Equipamentos e Armários de Telecomunicações.
Suas características tornam a montagem bastante simplificada
e possibilitam uma excelente troca térmica com o ambiente,
não necessitando de unidade auxiliar de ventilação.
Suas dimensões variam de 10 a 44 UA. Recomenda-se
não instalar racks com dimensões inferirores
a 36 UA.
Esses dois primeiros tipos são
instalados diretamente no piso, de acordo com a suas
dimensões (ou capacidade de pontos ), mas existe opção
de instalação em parede. Nesse caso, deve-se prever
uma estrutura adequada, que facilite a montagem dos
painéis e equipamentos (planos basculantes, extensores
com dobradiças, suportes, etc...) mantendo uma estabilidade
adequada.
O terceiro tipo, bracket
ou subrack é instalado somente em paredes
e deve ser utilizado em áreas de acesso controlado,
com pequena densidade de cabos horizontais. Constitui-se
de uma chapa de aço em forma de "U" com
altura de 3 a 6 UA e largura padrão de 19 ".
A profundidade útil deve ser de, no mínimo, 350 mm
de forma a aceitar alguns tipos de equipamentos de
rede (HUBs , desktop switch, modems ou roteadores
de acesso).
Figura 10 - Tipos de gabinetes
ou racks
Como regra de projeto, em locais
onde sejam necessários esses dispositivos, deve-se
dimensionar a ocupação máxima de pontos de telecomunicações
prevista na região utilizando o fator mínimo de 3
pontos por cada 10 m2 de Área de Trabalho apesar de
serem utilizados inicialmente apenas dois cabos.
Os dois primeiros tipos podem
atender a um grande número de pontos de telecomunicações.
Já o terceiro (bracket), deve ser utilizado
em locais onde a capacidade não seja superior a 48
pontos.
No dimensionamento dos produtos
deve-se levar em conta os seguintes fatores :
- número total de pontos previsto
de acordo com o fator mínimo adotado;
- dimensões dos equipamentos
de LAN a serem instalados, em UA;
- outros equipamentos
(modems, no-break, ventiladores etc.).
Com o auxílio da tabela 6, podemos
calcular a altura útil da estrutura. Para isso, devemos
quantificar cada produto que irá ser instalado e multiplicar
pela UA requerida pelo produto; o campo "regra"
serve para auxiliar na escolha ou quantificação do
produto. A coluna em branco a direita, serve para
quantificar o total de UA gasto por produto instalado;
caso sejam utilizados outros produtos, verificar a
altura dos mesmos e converte-la em UA (1 UA= 44,45
mm). O número total de UA previsto deverá ser a soma
total de cada elemento acrescido de uma margem de
10% ou no mínimo, 4UA.
«
Índice
| Produto a Instalar
|
Regra |
UA / produto
|
UA total |
| Painel de conexão
|
Capacidade 24
pontos |
1
|
|
| Organizador horizontal
|
1 para cada 24
pontos |
1
|
|
| Unidade de ventilação
|
Verificar temp.
dos eqptos |
1
|
|
| HUB 24 portas
c/ger, |
Mínimo 1 por
local |
1
|
|
| Ethernet switch
depto |
Segmentar o tráfego
da LAN |
1
|
|
| Roteador de acesso
|
Unidades externas
|
1
|
|
| Modems |
Junto ao roteador
|
1
|
|
| Expansão |
(10% ou 4UA)
|
|
|
| |
TOTAL GASTO |
|
|
Tabela 6 - Cálculo de unidades
de altura (UA) necessários para dimensionamento:
4.4 Estrutura mínima exigida para
as LANs na UFGnet
Como resumo dos padrões anteriores,
sintetizamos os componentes mínimos necessários em
qualquer rede local na UFGnet. Os detalhamentos de
cada ítem fazem parte deste documento e devem obrigatoriamente
ser consultados.
- método de acesso CSMA/CD,
rede local IEEE 802.3 (ethernet) e suas variações
de alta velocidade;
- topologia da rede física em
estrela hierárquica com um nível;
- rede física com estruturação
TIA/EIA 568-A em par-trançado, 4 pares 100 ohms;
- utilização de painéis de conexão,
cabos, tomadas RJ45 e outros componentes de cabeamento
compatíveis com TIA/EIA 568-A cat 5e Power Sum
NEXT,
- codificação de pinagem em
conformidade com T568-A;
- infra-estrutura exclusiva
para encaminhamento e proteção de cabos;
- utilização de gabinetes, racks
e brackets para a instalação dos componentes;
- testes de certificação e desempenho
da rede física obrigatórios;
- documentação da rede lógica
e física (as-Built) obrigatório;
- projeto lógico e físico levando
em conta flexibilidade de crescimento e de alterações,
utilízando-se para dimensionamento a regra básica
de 2 pontos por 10 m2 de Área de Trabalho;
- utilização de equipamentos
empilháveis e gerenciáveis.
«
Índice
4.5 Regras de transição para as
edificações que já possuem LANs instaladas
4.5.1 Gerais:
Prédios que já possuem rede
local serão estudados caso a caso, procurando-se obter
a melhor solução do problema, visando adequação aos
padrões propostos neste documento. Caso esse prédio
possua redes administrativas e científicas, deverão
ser respeitadas as regras anteriormente estabelecidos
pela UFGNet.
1. Ainda que existam segmentos
não estruturados ou em outras mídias na rede do prédio,
para as expansões, ampliações ou novas áreas a serem
atingidas recomenda-se utilizar os materiais em concordância
com este documento e uma topologia em estrela de um
nível. Dentre os materiais obrigatórios, destacamos:
- cabos UTP categoria 5e,
- acessórios ( painéis, cabos
de manobra, tomadas, etc.. ) categoria 5e Power
Sum NEXT;
- montagem em gabinetes, racks
ou brackets;
- encaminhamento de cabos através
de tubulações metálicas.
2. Para gerenciamento e manutenção
da UFGnet, o primeiro equipamento de LAN interno ao
prédio (núcleo da LAN), interligado ao backbone
(fibra ou roteador), deverá possuir gerenciamento
SNMP versão lI.
3. Harmonizar as instalações
antigas em cabo de par-trançado com as novas através
de teste de certificação. Caso a parcela da rede que
esteja nessa situação passe nas novas especificações
de teste (vide ítem específico) os mesmo podem ser
montados junto ao painel de conexão das novas instalações,
caso contrário, manter em painel separado com uma
identificação de desempenho máximo.
«
Índice
4.5.2 Redes Científicas e outras
redes:
1. As redes que não atendam
ao padrão lógico (por exemplo, token-ring ), físico
(p.ex. cabos coaxiais, cabeamento não estruturado)
ou topologia (barramento em estrela com hierarquia
superior a um nível) deste documento devem obrigatoriamente
ser integradas a partir do primeiro equipamento existente
no prédio (núcleo da LAN). Dessa forma, haverá um
ponto único de interconexão do sistema existente e
as novas estruturas, o que favorece o diagnóstico
e o isolamento de falhas.
2. Utilização de concentradores
locais: a prática da instalação de distribuidores
locais em salas de média densidade (mini-hubs)
não é recomendada por este documento. Com o surgimento
da norma TSB-75, que permite a instalação de tomadas
múltiplas e cabos de estações maiores que 3 metros,
esse método de atendimento a locais com mudanças constantes
deveria ser adotado em substituição à técnica de instalação
de equipamentos distribuídos.
3. Os HUBs instalados pela administrativa
podem ser utilizados pela rede científica. A única
restrição é que as portas sejam ocupadas por estações
de trabalho e que a porta seja habilitada a partir
de um endereço físico ethernet (MAC address)
definido. A sequência de ocupação das portas do equipamento
deverá ser iniciada pela porta número 24 em ordem
decrescente. Para a habilitação dessas porta o usuário
deve contatar o CCE ou os CIs informando o endereço
físico da estação a ser interligada.
Para
fazer comentários ou sugestões a respeito
desta norma envie um e-mail para maia@ufgnet.ufg.br
.
Fonte da Norma: Centro de Computação
Eletrônica da Universidade de São Paulo
(CCE-USP)
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