2. Descrição
de uma Rede Local
Uma rede local, também denominada
LAN (Local Area Network), possui dois componentes:
o passivo e o ativo. O componente passivo é representado
pelo conjunto de elementos responsáveis pelo transporte
dos dados através de um meio físico e é composto
pelos cabos, acessórios de cabeamento e tubulações.
O componente ativo, por sua vez, compreende os dispositivos
eletrônicos, suas tecnologias e a topologia envolvida
na transmissão de dados entre as estações. O componente
passivo, neste documento, será baseado no modelo
de cabeamento estruturado desenvolvido pela EIA/TIA
568-A e ISO 11801.
2.1 Cabeamento Estruturado
Um sistema de cabeamento estruturado
consiste de um conjunto de produtos de conectividade
empregado de acordo com regras específicas de engenharia
cujas características principais são:
- Arquitetura aberta
- Meio de transmissão e disposição
física padronizados
- Aderência a padrões internacionais
- Projeto e instalação sistematizados
Esse sistema integra diversos
meios de transmissão (cabos metálicos, fibra óptica,
rádio etc...) que suportam múltiplas aplicações
incluindo voz, vídeo, dados, sinalização e controle.
O conjunto de especificações garante uma implantação
modular com capacidade de expansão programada.
Os produtos utilizados asseguram conectividade
máxima para os dispositivos existentes e preparam
a infra-estrutura para as tecnologias emergentes.
A topologia empregada facilita os diagnósticos
e manutenções.
Existem interpretações e
definições equivocadas para os termos cabeamento
estruturado e edifícios inteligentes. Um edifício
inteligente pode ser definido como um software
que controla as funções de gerenciamento do prédio
ou pelos dispositivos eletro-eletrônicos instalados
na edificação.
Certamente é necessário
que existam esses dois elementos para implantar
um serviço que integre diversas aplicações ( controle
de incêndio, segurança, controle de iluminação,
ventilação, ar-condicionado, controle de acesso,
voz, vídeo, dados etc..) mas, até pouco tempo,
cada uma dessas categoria de aplicação possuía,
em separado, seus próprios meios de transmissão
e infra-estrutura. Isso significava múltiplos
sistema de cabeamento, tubulações e métodos de
instalação.
Assim, um sistema de cabeamento
estruturado (SCS - Structured Cabling Systems)
é uma concepção de engenharia fundamental na integração
de aplicações distintas tais como voz, dados,
vídeo e o sistema de gerenciamento predial (BMS
- Building Management Systems).
Neste documento, adotamos
os conceitos de engenharia implícitos no cabeamento
estruturado para servir como meio físico de transmissão
para as redes locais a serem instaladas na UFG
deixando aos usuários, à médio prazo, a recomendação
de integrar os serviços de voz (telefonia) e,
a longo prazo, vídeo e outros controles.
Na figura 1, apresentamos
a ilustração de uma rede local típica, que possui
os seguintes elementos pertencentes ao sistema
de cabeamento estruturado:
- Distribuidor Geral de
Telecomunicações (DGT) entrada do backbone;
- Sala de Equipamentos
(SEQ);
- Cabeamento Tronco;
- Armário de Telecomunicações
(AT);
- Cabeamento Horizontal;
- Área de Trabalho
(ATR).
Cada prédio capacitado será
conectado ao backbone da UFGNet por um único cabo
de fibra óptica encaminhado através do DGT ou
por um roteador, instalado na Sala de Equipamentos,
local onde normalmente encontra-se o núcleo da
rede local da edificação e eventualmente, equipamentos
de comunicação da UFGNet. Normalmente, para redução
de custos de implantação, os equipamentos de transmissão
de dados da UFGNet foram instalados nos DGTs ou
SEQs de alguns prédios nos campi.
Estas salas são construídas
com infra-estrutura elétrica adequada, ambiente
controlado, espaço suficiente para expansões dos
equipamentos e área para acomodar pessoal de manutenção.
Da SEQ derivam os cabos do cabeamento tronco até
os Armários de Telecomunicações distribuídos nos
pavimentos. Nesses locais (ATs), alojam-se os
equipamentos de rede complementares que concentram
os cabos do cabeamento horizontal de uma região
delimitada pela distância. O cabeamento horizontal,
por sua vez, serve a uma Área de Trabalho, onde
se localizam os recursos computacionais ou seja,
as estações.
Com a redução de custos
de produção e instalação de componentes ópticos,
políticas de gerenciamento, segurança, flexibilidade
e recentes práticas de projeto de escritórios,
foram desenvolvidas novas técnicas de arquitetura
para o cabeamento de rede locais que complementam
ou alteram o modelo básico de estruturação. Nessa
direção, as novas práticas priorizam redes locais
com concentração dos componentes ativos ou estruturas
de cabeamento mais flexíveis, que suportam reconfigurações
de grupos de trabalhos temporários ou alterações
constantes de lay-out.
Essas especificações alternativas
serão descritas neste documento, mas sua implementação
deverá obedecer a critérios técnicos de projeto
e instalação rigorosos, caso contrário haverá
redução de desempenho no sistema e prejuízos financeiros.
São detalhados, a seguir,
cada um dos elementos de uma rede local típica,
com base nas especificações das normas EIA 568-A
de setembro de 1997, 569-A de fevereiro de 1998,
ISO/IEC-11801 de julho de 1995 e dos manuais da
BI CSI TDMM (Telecommunications Distribution
Methods Manual) e LAN Design Manual edições
de 1996.
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Figura 1 - Estrutura de uma
Rede Local típica
«
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2.2 Entrada do backbone
da UFGNet
Como já foi exposto anteriormente,
existem três alternativas para um prédio ser conectado
à UFGNet:
- através de cabo óptico;
- através de um roteador;
- dispositivos integrados
WAN/LAN.
No caso de edificações instaladas
dentro de um campus, um cabo de fibra óptica proveniente
do backbone chega ao prédio em um quadro
instalado normalmente no Distribuidor Geral de Telecomunicações,
e deste é estendido até a Sala de Equipamentos.
No caso de edificações externas aos campi haverá
um dispositivo de comunicação ( modem, rádio, cable
modem, satélite etc.) integrado ou não a um
equipamento que executa funções de bridge
ou roteador. Existe ainda a opção de interligação
através de cabos ópticos de longa distância; essa
opção entretanto exige equipamentos mais complexos
instalados nos DGTS e normalmente são de responsabilidade
das empresas operadoras de Telecomunicações (Embratel,
Telesp, Ceterp etc..).
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2.3 Sala de Equipamentos
2.3.1 Funções:
- receber a fibra óptica do
backbone da UFGNet;
- acomodar equipamentos de
comunicação das operadoras de Telecomunicações;
- acomodar equipamentos e componentes
do backbone (opcional);
- acomodar os equipamentos
principais e outros componentes da rede local;
- permitir acomodação e livre
circulação do pessoal de manutenção;
- restringir o acesso
a pessoas autorizadas.
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«
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2.4 Cabeamento Tronco
2.4.1 Funções:
O cabeamento tronco, também
denominado cabeamento vertical ou cabeamento do
backbone da rede local, deverá utilizar uma
topologia em estrela, isto é, cada centro de distribuição
(Armário de Telecomunicações) deverá ser interligado
à Sala de Equipamento, núcleo da rede, através de
um cabo exclusivo. Não é recomendável utilizar mais
do que um nível hierárquico de interconexão entre
todo o sistema; desta forma, a interligação entre
quaisquer centros de distribuição passa por apenas
três painéis de manobras. A figura 2 ilustra esquematicamente
a topologia do cabeamento tronco.
Deve-se viabilizar, quando
a distância permitir, outro trajeto de interligação
entre o núcleo da rede e os Armários de Telecomunicações
(rota alternativa ou de redundância). Além disso,
alguns fabricantes de equipamentos de rede têm oferecido
configurações, ainda que proprietárias, baseadas
em múltiplos canais de alta velocidade (por exemplo,
agrupamento de canais fast ethernet ou ATM)
para interconexão de dispositivos eletrônicos.
Dessa forma recomenda-se,
na elaboração do projeto de cabeamento estruturado,
considerar essas alternativas procurando interligar
os centros de distribuição de sinais com um número
suficiente de cabos, com a finalidade de construir
uma rede com alta disponibilidade, excelente desempenho
e confiabilidade.
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Figura 2 - Topologia "estrela"
do cabeamento tronco
Como padrão mínimo aceitável
deve-se prever, na interligação entre os Armários
e a Sala de Equipamento, a utilização de dois cabos
para cada tipo de meio físico utilizado, devendo
ser estudada durante o projeto a viabilidade técnica
e financeira de um desse cabos passar através de
um trajeto alternativo.
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2.4.2 Meios de Transmissão:
O cabeamento tronco será constituído
por um dos seguintes meios de transmissão :
- cabo de fibra óptica com
no mínimo 4 fibras multimodo 62.5/125 micrômetros
em conformidade com o padrão EIA 492-AAAA.
- cabo de fibra óptica com
no mínimo 4 fibras monomodo 9 micrômetros em conformidade
com o padrão EIA 492-BAAA.
- cabo UTP (Unshielded
Twisted Pair): cabo constituído por fios metálicos
trançados aos pares, comumente chamado de "cabo
de pares trançados", com 4 pares de fios bitola
24 AWG e impedância de 100 ohms em conformidade
com o padrão TIA/EIA 568A categoria 5e (enhanced).
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-
2.4.3 Distâncias:
A distância máxima do cabeamento
vertical é dependente do meio de transmissão,
da aplicação e dos comprimentos totais empregados
no sistema de distribuição horizontal (cabos,
cabos de manobra, etc..). Além disso, outros padrões
de cabeamento alternativo existentes (por exemplo,
TSB-72 ) podem alterar essas distâncias. Assim,
os valores a seguir são adotados para preservar
os investimentos e garantir desempenho satisfatório
nas diversas modalidades:
- cabo UTP distância máxima
de 90 metros;
- fibra óptica multimodo 62,5/125
micrômetros distância máxima de 220 metros (1)
(2);
- fibra óptica monomodo 9/125
micrômetros distância máxima de 3.000 metros. NOTAS:
1) A fibra óptica
multimodo 50/125 micrômetros voltou a ser utilizada
como padrão para o Gigabit Ethernet, na distância
máxima de 550 metros, entretanto, ainda não é recomendada
pela TIA/EIA 568-A. Assim, na corrente versão deste
documento, só seria aplicada em casos especiais.
2) Pela TIA/EIA 568-A a distância máxima para esse
tipo de fibra é de 300 metros; na versão Gigabit Ethernet
Draft 4.2 de março de 1998, o IEEE 802.3z modificou
a distância suportada para essa fibra na especificação
padrão de 160/500 MHz.Km para 220 metros. Dessa forma,
neste documento, para fibras com características standard
adotou-se o valor de 220 metros. Para especificações
das fibras em conformidade com a ISO 11801 (200/500
MHz.Km ), o valor máximo adotado é de 275 metros.
As duas observações acima
estão sendo objeto de revisão da TIA/EIA 568-A,
que brevemente passará a chamar-se TIA/EIA 568-B.
Mesmo assim, para novos projetos recomenda-se adquirir
cabos de fibra óptica em concordância com a ISO
11801.
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2.5 Armários de Telecomunicações
(AT)
2.5.1 Funções
A função primária dos Armários
de Telecomunicações ( wiring closets ) é
servir como um centro de telecomunicações, isto
é, a terminação dos cabos do sistema de distribuição
horizontal. É considerado o ponto de transição do
cabeamento tronco e o horizontal.
Eles diferem das Salas de
Equipamentos pela quantidade e localização, pois
são geralmente áreas ( salas ou estruturas de armários
) que servem a um pavimento ou a regiões de um andar
em uma edificação.
A existência de um ou mais
Armários de Telecomunicações em um determinado pavimento
deve-se ao fato de que os cabos no sistema de distribuição
horizontal apresentam restrições na distância máxima
conforme descrito no item 2.6. A topologia nesse
locais também é baseada no modelo estrela e, além
dos componentes de cabeamento, podem ser opcionalmente
instalados, equipamentos eletrônicos.
A técnica de conexão adotada
isto é, a maneira como serão interligados os componentes
ativos e passivos, será a da interconexão, ou seja,
os cabos terminados em um painel de conexão (patch
panel) serão interligados diretamente aos equipamentos
por um cabo de manobra (patch cord).
No caso de equipamentos de
telecomunicações que não apresentem interfaces com
conector RJ45 8 vias, deve-se obrigatoriamente utilizar
o sistema de conexão cruzada, onde cada cabo e o(s)
equipamento(s) são terminados em um painel de conexão
e um cabo de manobra é utilizado para interligar
os painéis. Recomenda-se, para o(s) equipamento(s),
utilizar painéis semelhantes aos das terminações
dos cabos UTPs.
Caso não sejam utilizados
os painéis de conexão padronizados, como no caso
dos sistemas telefônicos ( PABX, KS etc.. ), os
elementos que compõem a solução (painel e cabos
de manobra) devem possuir no mínimo, dois pares.
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2.5.2 Características Técnicas:
Existem duas alternativas
sugeridas para a criação desses Armários de Telecomunicações:
sala de utilização exclusiva ou gabinete.
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2.5.2.1 Salas
Caso seja definido um local
para desempenhar essas funções, esta área deve possuir
as seguintes características:
- localização central à área
potencialmente atendida, respeitando a restrição
de distância inferior a 90 metros da área de trabalho;
- temperatura: 10 a 35° C
e U.R. abaixo de 85% (sem instalação de equipamento
ativo) ou 18 a 24° C e U. R. entre 30 - 55 % (com
instalação de equipamentos ativos);
- mínimo de 3 tomadas elétricas
de 127 VAC através de circuitos dedicados;
- ambiente com porta e acesso
restrito;
- iluminação com no mínimo
540 lux;
- livre de infiltração de
água.
| Área Servida
|
Área Recomendada
|
| Menor que 100
m2 |
Quadro externo
(1) |
| Entre 100 e 500
m2 |
3,00 x 2,20 m
(2) |
| Entre 500 e 800
m2 |
3,00 x 2,80 m
|
| Maior que 800
m2 |
3,00 x 3,40 m
|
Tabela 1 - Área recomendada
para os armários de telecomunicações
NOTAS:
- As dimensões propostas
na norma TIA/EIA 569-A e BICSI, nesses casos,
permitem instalação de componentes de cabeamento
( elementos passivos ) e um número reduzido de
equipamentos (elementos ativos). Como existem
restrições em distância ao funcionamento de alguns
padrões de transmissão de redes locais (ethernet,
por exemplo) sugerimos adotar, nesses casos, as
outras opções do item 2.4.2.1 onde será possível
a instalação de equipamentos ativos.
- Em alguns casos,
quando existir em apenas componentes passivos,
poderá ser utilizado um quadro externo.
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2.5.2.2 Armários Externos
Considerando que as edificações
da UFG sofrem problemas crônicos de falta de espaço
e a reformulação de locais para a criação de Armários
de Telecomunicações seria onerosa, uma alternativa
econômica é a modelagem destes Armários em estruturas
modulares geralmente conhecidos como gabinetes
ou racks.
Como existem vários modelos
e dimensões, devemos inicialmente examinar o local
onde serão instalados esses armários, a quantidade
de cabos horizontais que chegam a esse centro
de fiação e as distâncias até as áreas de trabalho.
Além desses fatores e dos requisitos de segurança,
devemos considerar ainda as seguintes variáveis:
- expansões no número de
cabos horizontais;
- evolução dos equipamentos
eletrônicos instalados;
- incremento de serviços
agregados ( serviços de multimídia, voz sobre
LAN etc. . );
- incorporar mais de um elemento
da estrutura de rede básica (DGTs, SEs, etc. )
A Tabela 2 apresenta os
tipos de armário recomendado de acordo com a área
servida.
| Área Servida |
Armário Recomendado
(1) |
| Menor que 100 m2
|
Subrack
ou Bracket com no mínimo 4 UA (2)
|
| Entre 100 e 500
m2 |
Rack Fechado
de min. 12 UA profundidade útil 470 mm(3)
|
| Entre 500 e 800
m2 |
Rack Fechado
de min. 24 UA profundidade útil 470 mm(3)
|
| Maior que 800 m2
|
Rack Fechado
de min. 40 UA profundidade útil 470 mm(3)
(4) |
Tabela - 2 Dimensionamento do gabinete para o Armário
de Telecomunicações
NOTAS:
- Cálculo baseado em dois
pontos por área de trabalho (10 m2);
- Instalação dentro de sala
de uso compartilhado;
- Instalação em locais públicos
internos à edificação ( corredores, escadas, etc..);
caso o local seja de acesso restrito, pode-se
optar por racks abertos.
- Geralmente o atendimento
será através de mais de um Armário de Telecomunicações.
«Índice
2.6 Cabeamento horizontal
2.6.1 Funções:
O cabeamento horizontal interliga
os equipamentos de redes, elementos ativos, às Áreas
de Trabalho onde estão as estações. Assim como no
cabeamento tronco, utiliza-se uma topologia em estrela,
isto é, cada ponto de telecomunicações localizado
na Área de Trabalho será interligado a um único
cabo dedicado até um painel de conexão instalado
no Armário de Telecomunicações.
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2.6.2 Meios de transmissão:
O cabeamento horizontal poderá
ser constituído por um dos seguintes meios de transmissão
:
- cabo UTP: cabo constituído
por fios metálicos trançado aos pares com 4 pares
de fios bitola 24 AWG e impedância de 100 ohms,
em conformidade com o padrão EIA 568A categoria
5e (enhanced);
- cabo de fibra óptica, com
no mínimo 2 fibras multimodo 62,5/125 micrômetros
em conformidade com o padrão EIA 492-AAAA.
Como a maior parcela dos
custos de instalação de uma rede local corresponde
ao sistema de cabeamento horizontal, e o mesmo
deverá suportar uma larga faixa de aplicações,
recomenda-se o emprego de materiais de excelente
qualidade e de desempenho superior ( categoria
6 ou 7 ).2.6.3 Distâncias:O comprimento máximo
de um segmento horizontal, isto é, a distância
entre o equipamento eletrônico instalado no Armário
de Telecomunicações e a estação de trabalho é
de 100 metros. As normas TIA/EIA 568-A e ISO 11801
definem as distâncias máximas do cabeamento horizontal
independente do meio físico considerando duas
parcelas desse subsistema:
- O comprimento máximo de um
cabo horizontal será de 90 metros. Essa distância
deve ser medida do ponto de conexão mecânica no
Armário de Telecomunicações, centro de distribuição
dos cabos, até o ponto de telecomunicações na Área
de Trabalho;
- Os 10 metros de comprimento
restantes são permitidos para os cabos de estação,
cabos de manobra e cabos do equipamento.
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2.6.3 Distâncias:
O comprimento máximo
de um segmento horizontal, isto é, a distância entre
o equipamento eletrônico instalado no Armário de
Telecomunicações e a estação de trabalho é de 100
metros. As normas TIA/EIA 568-A e ISO 11801 definem
as distâncias máximas do cabeamento horizontal independente
do meio físico considerando duas parcelas desse
subsistema:
- O comprimento máximo
de um cabo horizontal será de 90 metros. Essa
distância deve ser medida do ponto de conexão
mecânica no Armário de Telecomunicações, centro
de distribuição dos cabos, até o ponto de telecomunicações
na Área de Trabalho;
- Os 10 metros de comprimento
restantes são permitidos para os cabos de estação,
cabos de manobra e cabos do equipamento.
Figura 3 - Componentes de
um sistema de cabeamento horizontal
«
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2.6.4. - Componentes
A figura 3 acima ilustra
os componentes que integram um sistema de cabeamento
horizontal. Em seguida, descreveremos cada um
desses elementos com maiores detalhes; porém,
as especificações completas estão no Anexo B e
devem ser consultadas no momento de elaborar a
compra dos materiais.
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2.6.4.1 Cabo de Manobra
Também conhecido como patch
cord, consiste de um cordão de cabo UTP categoria
5e ( enhanced ) composto de fios ultra-flexíveis
(fios retorcidos) com plugs RJ45 nas extremidades.
Sua função é interligar dois painéis de conexão
ou um painel e um equipamento facilitando as manobras
de manutenção ou de alterações de configuração.
A montagem dos pinos deve obedecer à codificação
de pinagem T568A. Os componentes (cabo e plugs)
devem atender à especificação Power Sum Next
dos procedimentos de teste da TIA/EIA 568 A. A
distância máxima prevista para um cabo de manobra
é de 6 metros.
Adotou-se uma codificação
de cores na capa externa prevendo uma diferenciação
visual entre o cabo UTP de fio sólido e o de fios
retorcidos bem como para as várias funções/aplicações
existentes:
- Dados ( pinagem direta):
cor da capa externa verde
- Dados (pinagem cruzada)
(1): cor da capa externa vermelho
- Voz (Telefone): cor da
capa externa amarelo
- Vídeo ( P&B e
Colorido): cor da capa externa violeta
NOTA:
(1) Um cabo com pinagem
cruzada (crossed over) é utilizado para
interligar equipamentos de transmissão ( hubs,
roteadores, switches etc. ) entre si,
que não possuam porta com inversão de pinagem
incorporada ao produto.
Assim, neste documento,
para o cabo de manobra em rede de dados adotou-se
como configuração padrão (standard) utilizar
cabos de manobra com comprimento de um metro
e a cor verde na capa externa. Outras medidas
até o limite máximo podem ser utilizadas, de
acordo com a estrutura e dimensões dos produtos
instalados no(s) Armário(s) de Telecomunicações.
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2.6.4.2 Painel de Conexão
Também chamado de patch
panel, deverá ser composto pelo agrupamento
de 24 tomadas RJ45 na dimensão de 1 UA (unidade
de altura) e instalação em gabinetes de 19 polegadas;
a montagem dos pinos deverá obedecer à codificação
de pinagem T568-A . As tomadas instaladas no painel
deverão atender à especificação Power Sum Next
dos procedimentos de teste da TIA/EIA 568-A.
O sistema de terminação do cabo UTP deverá ser
preferencialmente do tipo IDC (Insulation Displacement
Contact), sendo aceitos outros tipos de terminação
que mantenham os pares destrançados no limite
máximo de 13 mm.
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2.6.4.3 Cabo UTP
Cabo de par-trançado com
4 pares, constituído por fios sólidos bitola de
24 AWG e impedância nominal de 100 ohms. A especificação
mínima de desempenho para esse cabo deverá ser
compatível com a TIA/EIA 568-A Categoria 5e (enhanced).
Para instalações novas, recomenda-se a utilização
de cabos Categoria 6 ou 7. Conforme exposto, o
comprimento máximo permitido para cabos UTP é
de 90 metros. Adotou-se como padrão a capa externa
do cabo na cor azul.
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2.6.4.4 Ponto de Telecomunicação
(PTR)
Também conhecido por tomada
de estação, trata-se de um sub-sistema composto
por um espelho com previsão para instalação de,
no mínimo, duas tomadas RJ45/8 vias fêmea e já
possuindo incorporado no mínimo, uma tomada RJ45;
a(s) tomada(s) deverão atender às especificações
Power Sum Next dos procedimentos de teste
da TIA/EIA 568-A Categoria 5e. A montagem dos
pinos deverá obedecer à codificação de pinagem
T568-A. A montagem do espelho e demais componentes
deverá ser acessível pela Área de Trabalho. O
espelho deverá possuir previsão para instalação
de etiqueta de identificação.
Recomenda-se que seja
integrada a esse sub-sistema, uma caixa de superfície
5 x 3 polegadas em substituição às tradicionais
caixas 4 x 2 polegadas encontradas no mercado,
pois ela foi desenvolvida para atender aos requisitos
técnicos de manter os cabos dentro dos parâmetros
de curvatura mínima e de espaço para sobras.
Normalmente, os fabricantes
de componentes para sistemas de cabeamento estruturado
oferecem esses produtos em conjunto ou isolados,
possibilitando uma instalação uniforme e com excelente
acabamento.
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2.6.4.5 Cabo de Estação
Consiste de um cordão de
cabo com características elétricas idênticas ao
cabo UTP categoria 5e, composto de fios ultra-flexíveis
(fios retorcidos) com plugs RJ45 nas extremidades,
projetado para interligar a estação até a tomada
na Área de Trabalho. A montagem dos pinos deve
obedecer à codificação T568-A.
Os componentes (cabo e plugs)
devem atender à especificação Power Sum Next.
Pela norma TIA/EIA 568-A, a distância máxima prevista
para um cabo de estação é de 3 metros.
Como nos cabos de manobra,
foi adotado um esquema de cores na capa externa
prevendo uma diferenciação visual entre o cabo
UTP de fio sólido e o de fios retorcidos. Assim,
neste documento, para o cabo de estação recomenda-se
utilizar o comprimento de 3 metros e a cor cinza
ou branco para a capa externa.
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2.7 Área de Trabalho (ATR)
A Área de Trabalho para
as redes locais é onde se localizam as estações
de trabalho, os aparelhos telefônicos e qualquer
outro dispositivo de telecomunicações operado
pelo usuário. Para efeito de dimensionamento,
são instalados no mínimo dois pontos de telecomunicações
em uma área de 10 m2.
É fundamental que um projeto
criterioso avalie detalhadamente cada local de
instalação dos pontos, pois problemas de subdimensionamento
podem onerar as expansões. Já em alguns casos
será preciso substituir a infra-estrutura projetada.
Como o comprimento máximo
dos cabos na área de trabalho é de 3 metros o
correto posicionamento dos pontos de telecomunicações
deve ser avaliado. Deve-se procurar posicionar
os pontos em locais distribuídos dentro da área
de alcance dos cabos de estação.
Quando não existir vários
pontos de telecomunicações distribuídos na Área
de Trabalho, as mudanças no posicionamento destes
pontos ocorrerão com maior frequência. Para isso,
deve-se procurar inicialmente instalar os pontos
nos locais mais afastados do encaminhamento principal
do prédio (eletrocalhas nos corredores); assim,
será relativamente fácil alterar esse posicionamento,
pois não será necessária a passagem de novo cabo
horizontal.
O cabeamento na Área de
Trabalho pode variar com a aplicação. Assim, adaptações
que possam ser necessárias nesses locais deverão
obrigatóriamente ser providas por dispositivos
externos ao ponto de telecomunicações. Alguns
desses produtos são:
- Cabos especiais para equipamentos
com conector diferente do RJ-45;
- Adaptadores em "Y"
que servem para trafegar voz e dados no mesmo
cabo;
- Adaptadores passivos tipo baluns;
- Adaptadores para transição
de pares;
- Adaptadores tipo splitters
ou drop boxes;
- Terminadores.
Deve-se observar que quando
utilizamos determinados tipos de adaptadores
na Área de Trabalho, poderá haver degradação
do desempenho e até mesmo a inoperância do sistema.
Assim, é aconselhável compatibilizar o cabeamento
com os equipamentos de transmissão no momento
do projeto, evitando ao máximo utilizar esses
artifícios.
Para
fazer comentários ou sugestões
a respeito desta norma envie um e-mail para
maia@ufgnet.ufg.br
.
Fonte da Norma: Centro de Computação
Eletrônica da Universidade de São Paulo
(CCE-USP)
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